Sol que anuncia iluminando, a chegada de um novo dia, mais um dia que pode ser bom ou ruim. Eu deveria acordar sorrindo, me levantar da cama com mais intusiasmo, pois afinal perder um dia de sol pode ser fatal. Dia 21 de junho de 2010 não volta nunca mais, e estou com saúde e disposta, por que ficar em casa?
As veses penso que desperdiçamos tempo dimais pensando no passado, que deixamos de viver o hoje que graças ao passado obviamente deveria ser melhor, ninguém quer apanhar duas veses pela mesma besteira cometida. Mas parece que todos cometemos esse erro, o erro de sermos acostumados a errar.
Lembro que sempre, que quando eu ficava doente, não podia sair e por isso perdia momentos que não repetiriam, o casamento de uma grande amiga do tempo do colegial, o primeiro show da banda do meu colega hugo, momentos que nunca mais voltarão a acontecer, se foi, passou e o tempo não volta. Fui forçada a ficar em casa, pela fadiga da doença manifestada no corpo. Eu torcia para ficar logo curada, para que eu podesse sair, respirar um pouco de ar fresco e eu sentia o quanto era bom viver, o quanto era legal aquele barsinho que eu achava tão chato em dias de chuva, eu conseguia ver beleza por detraz da face oleosa e cansada do vendedor de relógios, e um sorrisinho até charmoso e simpático nos lábios de uma menina que tanto me detestava.
Parece que quanto menos tempo temos para viver, é que conseguimos viver da maneira correta, a comida é mais saborosa quando temos muita fome, a facilidade nos impede de lutar pelo que queremos, e isso automaticamente desvaloriza tudo que possuímos. Até mesmo o amor que recebemos gratuitamente de uma pessoa especial, deixa de ter valor com a presença frequente dela.
Lutamos para ter algo, que quando conseguimos deixamos de lado, como o menino rico que larga o carrinho velho quando ganha um novo presente de natal. Tudo é perfeito enquanto não conseguimos ter, “a grama do visinho é sempre a mais verde”.
Quem sentiu na pele o sofrer causado pela impossibilidade, sabe valorizar cada simples gesto ou presença de alguém cujo a importancia ficou embaçada com a companhia frequente, pela rotina do dia a dia, sabe aproveitar um caloroso abraço apertado como se fosse pela última vez.
Mas voltando ao início da conversa juntamente com o fim, pois é justamente por não podermos prever quando será a última vez das coisas, é que devemos acordar sorrindo, dar bom dia ao sol, torcer para que seja um dia feliz, levantar da cama com mais intusiasmo e emanar de dentro de si, um brilho semelhante ao do sol. Pois afinal você não vai querer perder mais um dia de vida, pois dia 21 de junho de 2010 não volta nunca mais.
Geovana Martins

oi amiga adoro esses cantinhos onde podemos colocar nossos sentimentos..onde podemos mostrar quem somos, como vemos a vida, melhor onde podemos colocar as expectativas do nosso mundo, mundo onde vivemos, mundo onde as vezes é só nosso.vc é muito sensivél e tem talento!!! pq não tenta expor esses sentimentos, esses pensamentos reprimidos nessa cabecinha transendental e escreve contos, poesias, tals iria se dar bem..vc parece ser presa dentro de si!!tem um olhar perdido, mas cheio de vida, aproveite essa timidez pra criar,,,beijus da sua mas nova melhor amiga e leitora!!
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